‘ArraiAU’: campanha inspirada nas festas juninas incentiva adoção de cães e gatos no interior de SP
16/06/2026
(Foto: Reprodução) ‘ArraiAU’: campanha inspirada nas festas juninas busca incentivar adoção de animais
Entre bandeirinhas, camisas xadrez, tecidos de chita, fogueiras e uma variedade de pratos típicos, ainda há espaço para a solidariedade nas tradicionais festas juninas.
É justamente essa proposta que a Prefeitura de Tietê (SP) leva adiante com a campanha “ArraiAU”, promovida pelo canil municipal. A iniciativa utiliza o clima junino para dar visibilidade a cães e gatos que aguardam a chance de encontrar um lar e ganhar uma nova família.
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“A gente pensou sobre como a maioria dos lugares tem feito campanhas inspiradas na copa. Nós queríamos voltar a fazer e percebemos o que combina com a nossa cidade é o arraial”, explicou a prefeitura ao g1.
Prefeitura de Tietê faz campanha inspirada em festa junina para adoção de cães e gatos
Reprodução/Redes sociais
A campanha, mostrando os “caipirinhas” de quatro patas, foi publicada no site oficial e nas redes sociais da prefeitura. Seis animais foram escolhidos para serem divulgados. São eles:
Jane - cadela fêmea, castrada, 5 anos e de porte médio;
Theodoro - cão macho, castrado, 6 anos e de porte médio;
Jorginho - cão macho, castrado, 3 anos e de porte médio;
Goiabinha - cão macho, castrado, 4 anos e de porte grande;
Zeus - cão macho, castrado, 2 anos e de porte grande;
Brancão - gato macho, 3 anos e castrado.
Ao todo, o canil municipal abriga 41 animais, entre cães e gatos. Segundo a prefeitura, algumas baias chegam a acomodar até quatro pets, o que faz com que o espaço opere acima da capacidade considerada ideal.
A expectativa da administração municipal é incluir todos os animais acolhidos na campanha junina. Apesar de as publicações despertarem a atenção dos internautas e renderem diversos comentários sobre a fofura dos cães e gatos, o número de interessados em adotar os animais ainda é baixo.
Ao todo, 41 animais estão no canil municipal de Tietê e esperam por um lar
Reprodução/Redes sociais
Segundo a administração municipal, a baixa procura pode estar relacionada ao perfil dos animais divulgados na campanha. A maioria não é filhote e alguns chegam a ter até seis anos de idade.
“O que tentamos fazer é manter a frequência das publicações para despertar e preservar o interesse do público pela adoção dos animais”, informou a prefeitura.
Ao g1, a Prefeitura de Tietê também relatou que um dos cães machos divulgados pela campanha chegou a ser adotado, mas foi devolvido posteriormente devido à falta de adaptação com outro animal que já vivia na residência da família.
“A expectativa era de que fosse funcionar essa adaptação. Ficamos tristes, mas esperamos que outras pessoas tenham a iniciativa de adotar. Vamos continuar postando sobre”, concluiu.
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Os interessados em dar um lar aos animais que aguardam há anos por uma família podem entrar em contato com o canil municipal pelo telefone (15) 3282-1480.
Antes da adoção, os candidatos passam por um processo de avaliação, que considera fatores como o perfil dos tutores, as condições do ambiente e a adaptação do pet ao novo lar, com o objetivo de garantir o bem-estar dos animais.
Os interessados em adotar um dos animais devem entrar em contato com o canil municipal de Tietê
Reprodução/Redes sociais
🐾 Cuidados ao adotar
Segundo a veterinária Juliana Sonoda, de Itapetininga (SP), animais que passam muitos anos em abrigos podem desenvolver comportamentos relacionados ao estresse, à insegurança ou à falta de estímulos.
“Alguns ficam mais tímidos, outros podem ficar mais ansiosos ou muito carentes. Isso acontece porque o ambiente do abrigo, mesmo com cuidado, não substitui o convívio constante de uma família”, aponta.
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Arquivo pessoal/Fernanda Nery
Em relação à adoção de animais idosos, a especialista explica que eles também são capazes de se adaptar a uma nova rotina.
“Muitas pessoas ainda acreditam que animais idosos não irão se adaptar ou que viverão pouco tempo. Mas costumam ser mais tranquilos, já têm personalidade definida e oferecem muito carinho”.
De acordo com a veterinária, é necessário passar por um período de adaptação, que pode levar de alguns dias a semanas. Em certos casos, o animal pode ficar mais quieto ou amedrontado; em outros, pode demonstrar alegria e criar vínculo com mais facilidade. A personalidade do cão ou do gato também pode mudar após a adoção.
“Muitas vezes o animal começa a mostrar sua verdadeira personalidade somente depois que se sente seguro. O tutor deve se preparar com paciência, rotina, carinho e limites claros, entendendo que adaptação leva tempo e que por anos, tudo era muito diferente”, orienta.
Veterinária orienta tutores que buscam adotar animais idosos ou que passaram por muito tempo em abrigos
Arquivo pessoal/Prefeitura de Tietê
A nova família deve oferecer alternativas para que o animal consiga se sentir mais confortável nessa adaptação, como manter o ambiente rico em atividades, oferecer brinquedos, passeios regulares, acompanhamento veterinário e tempo de qualidade. Manter uma rotina previsível, um espaço para descanso, paciência e reforço positivo, também são pontos que auxiliam na adaptação.
“Todo animal precisa de vínculo, cuidado e segurança afetiva e emocional. Animais que viveram anos em abrigo muitas vezes só conheceram a sobrevivência. Dar um lar significa oferecer dignidade, afeto e qualidade de vida”, completa a veterinária.
Nos casos em que o animal apresenta comportamento agressivo, Juliana orienta que os tutores tentem identificar se a reação está ligada ao medo ou à insegurança. A recomendação é evitar punições, apostar no reforço positivo, buscar ajuda de um especialista em comportamento animal e reduzir situações de estresse ou mudanças bruscas no ambiente.
*Colaborou sob supervisão de Larissa Pandori
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