Governo de SP faz alerta para vacinação contra sarampo antes da temporada de cruzeiros
18/10/2026
(Foto: Reprodução) Vacinação contra sarampo.
Erlan Aquino
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta de orientação para os passageiros e tripulantes para a temporada de cruzeiros 2026/2027, verificarem a caderneta de vacinação contra o sarampo. A temporada começa no dia 30 de outubro, no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, com a previsão de circulação de cerca de 832 mil pessoas.
O alerta considera a circulação internacional do vírus e a intensa movimentação de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades, fatores que podem favorecer a transmissão da doença. Segundo o governo de SP, é preciso tomar cuidados antes do cruzeiro, durante e também depois da viagem (veja abaixo).
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Cuidados
Segundo a secretaria, pessoas com febre e manchas vermelhas pelo corpo, especialmente se acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite, devem adiar a viagem e procurar atendimento médico.
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Durante o cruzeiro, também recomendada a adoção de medidas de higiene e prevenção, como:
lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel
cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar
evitar compartilhar copos, talheres e alimentos
manter os ambientes limpos e ventilados
evitar contato próximo com pessoas doentes e aglomerações em locais pouco arejados
Se os sintomas começarem durante o cruzeiro, é importante avisar imediatamente a equipe de saúde do navio e seguir as orientações de atendimento.
Depois do desembarque, os viajantes devem ficar atentos ao aparecimento de sintomas por até 30 dias. Em caso de suspeita de sarampo, a orientação é procurar um serviço de saúde e informar sobre a viagem. Sempre que possível, o serviço deve ser avisado antes da chegada para organizar o atendimento e reduzir o risco de transmissão.
Vacinação
Segundo o governo de SP, a cobertura vacinal contra o sarampo cresceu no estado de São Paulo entre abril e agosto de 2026. No período, o índice da primeira dose passou de 86,56% para 96,29%, enquanto o da segunda dose subiu de 72,72% para 83,81%.
Confira o esquema de vacinação:
Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses.
Pessoas de 15 meses a 29 anos: duas doses comprovadas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Pessoas de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose comprovada.
Trabalhadores da saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade.
A dose zero é indicada para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. Também pode ser recomendada em ações de bloqueio após contato com caso suspeito ou confirmado, conforme avaliação da vigilância epidemiológica. Essa dose não substitui as previstas aos 12 e aos 15 meses.
Crianças menores de um ano, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com imunossupressão precisam de avaliação individualizada quanto à vacinação. A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação, para menores de seis meses e em determinadas condições de imunossupressão.
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